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Geraldo Incompetência Alckmin

sex, 28/08/2015 – 09:31

Jornal GGN – O governo do Estado de São Paulo resolveu congelar a construção de 17 das 36 estações das linhas 15-prata e 17-ouro, do monotrilho. Com isso, mais de 21 quilômetros de obras ficam sem data de conclusão, incluindo a rede que iria até a favela de Paraisópolis, na zona sul, e Cidade Tiradentes, na zona leste.

De acordo com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, a prioridade é concluir trechos que já tem obras avançadas, antes de abrir outras frentes de trabalho. Intervenções urbanas pendentes, desapropriações e questões ambientais são entraves que provocaram os atrasos e congelamento das obras.

Da Folha

Gestão Alckmin congela monotrilho de Paraisópolis e Cidade Tiradentes

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu congelar a construção de 17 de 36 estações dos monotrilhos das linhas 15-­prata e 17­-ouro.

A decisão deixa em aberto, sem data de conclusão, as obras de 21,9 km dos 44,4 km prometidos pelo Estado –inclusive para levar a rede sobre trilhos até a favela de Paraisópolis, na zona sul, e Cidade Tiradentes, no extremo leste.

“A prioridade”, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, será “concluir os trechos que já possuem obras avançadas antes de abrir novas frentes de trabalho”.

Os trechos prioritários envolvem a ligação do aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM e da Vila Prudente até Iguatemi, que sofreram atrasos e são prometidos agora até 2018.

O congelamento das demais estações é atribuído a entraves por intervenções urbanas pendentes, desapropriações e questões ambientais.

O prolongamento da linha 17 até a região do estádio do Morumbi, passando por Paraisópolis, e até a estação Jabaquara, chegou a ser anunciado para 2013. Na linha 15, a ida até Cidade Tiradentes havia sido prevista para 2012.

A contratação das obras para essas linhas completas não foi concluída até hoje.

O “SPTV”, da TV Globo, chegou a noticiar nesta quinta (27) que a gestão Alckmin havia desistido dessas extensões das linhas 15 e 17 –informação atribuída ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Mais tarde, a assessoria de imprensa da pasta negou desistência –disse apenas que elas não serão priorizadas.

Defendidos por gestões tucanas como solução rápida e barata para ampliar a rede de trilhos, os monotrilhos acumulam falhas, atrasos e encarecimento das obras.

O governo afirma que “estão sendo equacionadas as questões referentes às ampliações viárias com a Prefeitura de São Paulo, levantamento de reassentamentos e desapropriações para prosseguimento das obras, licenciamentos ambientais e novas fontes de financiamento”.

A gestão Fernando Haddad (PT) afirma estar em dia com tudo que foi combinado.

PRATA

No caso da linha 15­-prata, duas estações foram inauguradas há um ano e as obras mais avançadas vão até a estação Iguatemi. Ela foi projetada para chegar até a Cidade Tiradentes, mas a companhia diz que a duplicação da av. Ragueb Chohfi, que seria feita em parceria com a prefeitura, é um dos problemas.

O impasse deixa sete estações sem perspectiva de conclusão: Ipiranga, Jequiriçá, Jacu­-Pêssego, Érico Semer, Márcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes. Completa, a linha transportaria até 550 mil passageiros por dia e seria importante para ajudar a desafogar a superlotada linha 3­-vermelha.

No caso da linha 17-­ouro, uma das pontas da linha iria até a estação Jabaquara da linha 1­-azul, mas há entraves para remanejar uma favela.

Na outra ponta, até a São Paulo-­Morumbi da linha 4­-amarela, há impasses ambientais de um empreendimento do Panamby. Assim, dez estações estão afetadas: Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia e Vila Paulista, de um lado, e Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano, Morumbi e São Paulo-­Morumbi, de outro.

Completa, a linha faria a ligação de quatro ramais, com até 252 mil usuários por dia.

“A paralisação de uma obra deste tipo compromete a eficiência do projeto, acarreta aumento de custos. Na linha 17, esse trecho [priorizado] vai atender menos da metade dos passageiros previstos”, diz Emiliano Affonso, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô.

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